O PAPEL DA QUALIFICAÇÃO NOS MOMENTOS DE CRISE!

A crise econômica no Brasil tem aos poucos aumentado o nível de desemprego.

Estatísticas oficiais do governo mostram que o país perdeu mais de 97 mil postos de trabalho apenas no mês de Abril. Especialistas são unânimes ao afirmar que a tendência é que a taxa de desemprego aumente ao longo do ano de 2015.

Diante de tal cenário, fica a pergunta: Como Defender meu Emprego? Como evitar uma Demissão em um eventual corte de gastos por parte da empresa?

Segundo a consultora Mariane Ribeiro, na hora de cortar gastos, as empresas demitem os funcionários mais acomodados, desatualizados e/ou com baixo poder de inovação.

“Em momentos de crise, a empresa busca funcionários inovadores e atualizados, dispostos a utilizar novas técnicas para melhorar os resultados”, informa Mariane.

“Funcionários que estudam e estão atualizados mostram ser os mais aptos a ajudar a empresa a contornar este momento de crise, portanto são os que conseguem defender seus empregos em tempos de crise.”, completa a consultora.

Para quem já perdeu o emprego, fazer um curso também pode ser uma saída para atualizar o currículo e conseguir uma rápida Recolocação Profissional.

Análise de Riscos – Método de Mosler

Imagine você como Gestor de Segurança de uma empresa multinacional recebendo a seguinte consulta: Qual a possibilidade de ocorrer um sequestro envolvendo executivo membro da diretoria na filial de Porto Alegre? Você se sente preparado para responder, tecnicamente, ao diretor sem utilizar o “famoso” jargão – “eu acho que”?

A doutrina de Análise de Riscos apresenta algumas ferramentas que podem ser utilizadas nessas situações. Caso nunca tenha ocorrido qualquer situação, dessa natureza, envolvendo executivos em Porto Alegre, o Gestor deverá se valer de métodos subjetivos.

O Método de Mosler, metodologia qualitativa de avaliação de riscos, trata-se de uma bela ferramenta de identificação e avaliação de riscos potenciais. A partir do diagnóstico dos ambientes internos e externos – pontos fortes e fracos – pode-se projetar qual o risco que a empresa possui.

A avaliação do risco nada mais é do que saber qual a chance do risco vir a se concretizar. No caso de Mosler, por se trabalhar com dados subjetivos, somente deverá ser utilizado quando não existir qualquer tipo de dados.

O método serve de base para a identificação, análise e evolução de fatores que podem influir na manifestação e concretização da ameaça, projetando o impacto para cada risco.

EVOLUÇÃO DO RISCO

Valora-se o risco – calculando a magnitude “C” e quantificando sua probabilidade de ocorrência “Pb” –  que é o tamanho da ameaça.

Evolução do risco – “ER” = “C” X “Pb”

Para se chegar à quantificação calcula-se a magnitude do risco – “C”

C = I + D

I = importância do sucesso – F X S (função X substituição)

D= danos causados – P X E (profundidade X extensão)

MAGNITUDE DO RISCO

C= I (F X S) + D (PXE)

Probabilidade de ocorrência – PB

PB= A X V ( agressão x vulnerabilidade)

Evolução do risco ER Classe do risco
2 – 250 Muito baixo
251 – 500 Pequeno
501 – 750 Normal
751 – 1000 Grande
1001 – 1250 Elevado

Para avaliar a possibilidade de ocorrer o seqüestro o Gestor irá reunir sua equipe (brainstorming) para então responder os quesitos abaixo.

Como exemplo, a decisão tomada pelo grupo está destacada em vermelho.

Método de Mosler

1) Critério da função  “F” – projeta as consequências negativas ou danos que podem alterar a atividade principal da empresa.

Escala Pontuação
Muito gravemente 05
Gravemente 04
Medianamente 03
Levemente 02
Muito levemente 01

2)Critério da substituição – “S” – impacto da concretização da ameaça sobre os bens. O quanto os bens atingidos podem ser substituídos.

Escala Pontuação
Muito dificilmente 05
Dificilmente 04
Sem muitas dificuldades 03
Facilmente 02
Muito facilmente 01

3)Critério da profundidade – “P” – Uma vez materializado o risco, mede a perturbação e os efeitos psicológicos que o risco pode causar para a imagem da empresa.

Escala Pontuação
Perturbações muito graves 05
Graves 04
Limitadas 03
Leves 02
Muito leves 01

4)Critério de extensão – “E” – mede o alcance e extensão que o dano causa para a empresa.

Escala Pontuação
De caráter internacional 05
De caráter nacional 04
De caráter regional 03
De caráter local 02
De caráter individual 01

5)Critério de agressão – “A” – mede a possibilidade do risco vir a acontecer em vista das características conjunturais e físicas da empresa, cidade e estado onde se encontra. Ex. um executivo no Rio de Janeiro tem mais possibilidade de sofrer agressão do que um do nordeste ou sul.

Escala Pontuação
Muito alta 05
Alta 04
Normal 03
Baixa 02
Muito baixa 01

6)Critério da vulnerabilidade – “V” – Tendo em vista o critério da agressão, a vulnerabilidade mede quais serão as perdas pela concretização do risco, no âmbito financeiro.

Escala Pontuação
Muito alta 05
Alta 04
Normal 03
Baixa 02
Muito baixa 01
Risco F S P E A V (FxS)

I(PxE)

D(I+D)

C(AxV)

PB(CxPB)

ER 4355331225379333

Com o ER de 333 vamos para a tabela abaixo e constatar a classe do risco.

Evolução do risco ER Classe do risco
2 – 250 Muito baixo
251 – 500               333 Pequeno
501 – 750 Normal
751 – 1000 Grande
1001 – 1250 Elevado

Evolução do Risco – 333 – pequena a probabilidade de ocorrer o seqüestro. Não quer dizer que as medidas de segurança devem ser deixadas de lado, no caso vamos sugerir a utilização de Segurança Pessoal Privada – SPP.

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